Obra

Corpos de Fábrica - Ana Norogrando

artistas: Ana Norogrando
curador: Gaudêncio Fidelis
local: Sala 7

Museu Oscar Niemeyer realiza a mostra “Corpos de Fábrica: Obras de Ana Norogrando (2015-2017)”

O Museu Oscar Niemeyer (MON) inaugura dia 22/11, quarta, às 18 horas, a mostra “Corpos de Fábrica: Obras de Ana Norogrando (2015-2017)”, exposição inédita, que apresenta produção mais recente da artista Ana Norogrando.

A mostra, com curadoria de Gaudêncio Fidelis, exibe um conjunto de obras que promovem a noção de que a escultura é um corpo em contínua transformação, desde as suas manifestações mais abstratas, derivadas da grade modernista e sua dimensão planar, até a verticalidade ocasional da figura. 

A diretora-presidente do Museu Oscar Niemeyer, Juliana Vosnika, analisa as ações da instituição: “O MON se consolida, ano após ano, como uma instituição dinâmica, aberta ao diálogo criativo e à troca de experiências com museus de Curitiba, do Brasil e do mundo, atraindo artistas das mais diversas tendências e públicos de todas as idades”.

A produção artística de Ana Norogrando situa-se entre uma visão feminista da existência e uma política da forma artística, realizada através de procedimentos híbridos que se caracterizam como desviantes da forma canônica, especialmente aquela que ganhou um lugar de consagração dentro da história da arte brasileira a partir do modernismo. Recentemente a obra da artista vem recebendo reconhecimento através de exposições de relevância como uma retrospectiva no Museu de Arte do Rio Grande do Sul em 2013 que percorreu toda a sua trajetória, a 10a Bienal do Mercosul – Mensagens de Uma Nova América em 2014 e mais recentemente Queermuseu: Cartografias da Diferença na Arte Brasileira. Esta é a primeira exposição de grande envergadura que a artista recebe fora de seu estado de residência. 

O curador Gaudêncio Fidelis analisa a obra. “Nesse repertório de assuntos que a artista aborda, estão as questões de gênero, a diferença como alteridade, a exclusão, os direitos do indivíduo, a marginalidade da forma em uma perspectiva histórica e a tecnologia como instrumento de transformação do corpo. Há, portanto, uma abordagem crítica da artista a partir de uma visão do corpo como centro gravitacional da colonização, pelos sistemas de controle, os hábitos e costumes, o preconceito, o treinamento pela educação e pela cultura”. 

A artista gera, através dessas obras, um campo de metáforas que traduz a disputa entre a expressão e a identidade de gênero e as manifestações da consciência. Adotando uma variedade de materiais e objetos que ela classifica como “marginais” diante do universo da produção industrial, seja pelo descarte, pelo desuso ou pela obsolescência, sua produção inscreve-se em uma, ainda escassa, tradição artística que articula as relações entre o desejo e a liberdade, a vontade e os limites da ação na sociedade contemporânea. 


Sobre a artista
Ana Norogrando reside e trabalha em Porto Alegre, RS. Desenvolve projetos em escultura e videoinstalação. A artista graduou-se em artes visuais na Escola Superior de Artes Santa Cecília em Cachoeira do Sul e concluiu mestrado em educação na Universidade Federal de Santa Maria. Lecionou no Departamento de Artes Visuais da Universidade Federal de Santa Maria. A arista realizou projetos de pesquisa em arte junto às Terras e Comunidades Indígenas Kaingang do sul do país e na comunidade da Ilha Grande dos Marinheiros, em Porto Alegre, RS. Possui obras em inúmeros acervos públicos e coleções particulares. Realizou inúmeras exposições individuais e coletivas no Brasil e exterior, tais como Sobre as Águas no MAC/RS, Sincronias na Sala Janete Costa/PE, a retrospectiva  Ana Norogrando - Obras 1968-2013 no MARGS/RS, Corpos e Partes na Fundação Badesc/SC. Participou de grandes exposições como a 10a Bienal do Mercosul – Mensagens de Uma Nova América em 2014 e Queermuseu: Cartografias da Diferença na Arte Brasileira.

Sobre o curador
Gaudêncio Fidelis é curador e historiador de arte especializado em arte brasileira moderna e contemporânea e arte da América Latina. É Mestre em Arte pela New York University (NYU) e Doutor em História da Arte pela State University of New York (SUNY) com a tese A Recepção e a Legibilidade da Arte Brasileira Contemporânea nos Estados Unidos (1995-2005). Foi Diretor do Instituto Estadual de Artes Visuais do Rio Grande do Sul entre 1991-93. Foi fundador e primeiro diretor do Museu de Arte Contemporânea do RS, em 1992. Publicou ainda, além de inúmeras monografias sobre a obra de artistas Dilemas da Matéria: Procedimento, Permanência e Conservação em Arte Contemporânea (MAC-RS, 2002), Uma História Concisa da Bienal do Mercosul (FBAVM, 2005) e O Cheiro como Critério: em Direção a Uma Política Olfatória em Curadoria (Chapecó: Argos, 2015), entre outros. Organizou e realizou a curadoria de mais de 50 exposições. Em 2005 foi Curador-adjunto da 5a Bienal do Mercosul. Em 2016 integrou o júri da XIII Bienal de Cuenca. É membro integrante do Conselho Museológico Brasileiro do IBRAM-Instituto Brasileiro de Museus e do Conselho do Museu Oscar Niemeyer (Curitiba-PR). Foi diretor do Museu de Arte do Rio Grande Sul (MARGS) de 2011-14. Foi Curador-chefe da 10a Bienal do Mercosul – Mensagens de uma Nova América em 2016 e curador da exposição Queermuseu: Cartografias da Diferença na Arte Brasileira. Foi curador da exposição Queermuseu: Cartografias da Diferença na Arte Brasileira.

Serviço
Abertura da mostra “Corpos de Fábrica: Obras de Ana Norogrando (2015-2017)”
Data: 22 de novembro, quarta, 18 horas 
Entrada gratuita na abertura
Até 04 de março de 2018
Museu Oscar Niemeyer
Rua Marechal Hermes, 999.
Visitação: Terça a domingo, das 10h às 18h
www.museuoscarniemeyer.org.br
Terça a domingo, das 10h às 18h
Ingressos: R$ 16,00 e R$ 8,00 (meia-entrada)
Maiores de 60 e menores de 12 anos têm entrada franca


Ana Norogrando | Coluna, 2017 | Ferro pintado oxidado, parafusos, porcas e arruelas em aço galvanizado, inox, PVC, esmalte sintético, tinta metalizada e fragmentos de manequim, 138 x 35 x 86 cm
Ana Norogrando | Coluna, 2017 | Ferro pintado oxidado, parafusos, porcas e arruelas em aço galvanizado, inox, PVC, esmalte sintético, tinta metalizada e fragmentos de manequim, 138 x 35 x 86 cm
Ana Norogrando | V04, 2015 | Chapa e rebites de aço inox polido, policarbonato e renda acrílica, 60 x 103 x 58 cm
Ana Norogrando | V04, 2015 | Chapa e rebites de aço inox polido, policarbonato e renda acrílica, 60 x 103 x 58 cm
Ana Norogrando | Corpo 05, 2016/2017 | Ferro oxidado, porcas de aço galvanizado, tubo flexível de poliuretano, fragmentos de manequim e esmalte sintético, 204 x 65 x 52 cm
Ana Norogrando | Corpo 05, 2016/2017 | Ferro oxidado, porcas de aço galvanizado, tubo flexível de poliuretano, fragmentos de manequim e esmalte sintético, 204 x 65 x 52 cm