Obra

Gonçalo Ivo: A Pele da Pintura

artistas: Gonçalo Ivo
curador: Felipe Scovino
nº de obras: 105
local: Sala 4

MON apresenta a mostra “Gonçalo Ivo: A Pele da Pintura”
Artista exibe sua produção mais recente

O Museu Oscar Niemeyer (MON) apresenta a exposição “Gonçalo Ivo: A Pele da Pintura”. A metáfora de um corpo ou mais especificamente de uma pele na obra de Gonçalo Ivo é o ponto central da mostra, que tem curadoria do crítico Felipe Scovino. A exposição apresenta pinturas, aquarelas e objetos que percorrem a trajetória do artista nas duas últimas décadas.

Gonçalo Ivo é um dos mais destacados artistas brasileiros da geração 1980. Radicado na Europa há 15 anos, possui ateliês em Paris e Madri, alternando-se em temporadas de trabalho com o Rio de Janeiro, onde mantém seu ateliê na serra de Teresópolis. Sua obra é reconhecida internacionalmente, sendo exposta em destacadas galerias e museus do Brasil e do exterior. Recentemente sua obra esteve no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, Instituto Moreira Salles, em São Paulo e Rio de Janeiro, Espace Krajcberg, Paris, e na Pinacoteca do Estado de São Paulo.      

Juliana Vosnika, diretora-presidente do MON, destaca: “Estamos sempre buscando trazer para o nosso visitante o que há de mais prestigiado no cenário nacional e internacional. Esta mostra que apresenta obras de Gonçalo Ivo nos últimos 20 anos é um convite para um mergulho na arte em sua camada mais profunda, uma experiência intensa que passa pela excelência técnica e pela inspiração diversificada de um pintor cuja história transcende as fronteiras do Brasil”. 

Em “Gonçalo Ivo: A Pele da Pintura”, a curadoria propõe a metáfora da pele como ponto da trajetória do artista. “É uma cor-matéria que vibra incessantemente e também se adapta como uma fina camada epidérmica sobre a tela-corpo. A cor confunde-se com a pele podendo ser na obra de Gonçalo, rugosa, desigual, seca, vibrante”, analisa Scovino, que reforça também as qualidades harmônicas e musicais da obra de Gonçalo, expressas na escolha dos títulos de algumas de suas obras: como contraponto, acorde, variações para coral e prelúdio. “A qualidade intervalar, que é construída por meio dos módulos de cor, me leva a crer que suas pinturas, agrupadas em um conjunto, podem ser lidas também como uma partitura”, finaliza o curador.

O secretário de Estado da Cultura, João Luiz Fiani, comenta:  “Existem artistas que conseguem expressar ao máximo toda a grandeza do seu trabalho, a grandeza da mente e da alma humana. É assim que eu defino a obra do Gonçalo Ivo. Essa exposição que recebemos no MON é um presente para o Paraná.  Tenho certeza que vai tocar muita gente”.

Sobre o artista
Nascido no dia 15 de agosto de 1958, na cidade do Rio de Janeiro, Gonçalo Ivo é filho do poeta Lêdo Ivo e da professora Maria Leda Sarmento de Medeiros Ivo. Levado por seus pais desde a infância, visitou com assiduidade os ateliês dos artistas Abelardo Zaluar, Augusto Rodrigues, Emeric Marcier e Iberê Camargo. Estudou pintura no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), em 1975, sob orientação de Aluísio Carvão (1920 - 2001) e Sérgio Campos Melo. Arquiteto, formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF), exerceu atividades como professor do Departamento de Atividades Educativas do MAM/RJ, entre 1984 e 1986, e como professor visitante da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EBA/UFRJ), em 1986. Trabalhou também como ilustrador e programador visual para as editoras Global, Record e Pine Press. No decorrer de sua carreira, vem realizando diversas exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. A partir dos anos 2000 radicou-se em Paris, cidade que escolheu para se estabelecer com a família e montar ateliê. Em 2013, montou seu segundo ateliê na Europa, situado em Madri, alternando períodos de trabalho entre França, Espanha e Brasil. Vários livros foram publicados enfocando sua obra, com textos de renomados críticos brasileiros e internacionais.

Sobre o curador
Felipe Scovino é curador, crítico de arte e professor da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Possui pós-doutorado em Artes Visuais e História e Crítica de Arte pela UFRJ, onde é professor no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais. Seu foco é a arte contemporânea e a produção artística brasileira das décadas de 1960 e 1970. Recentemente realizou a curadoria das exposições Abraham Palatnik – A Reinvenção da Pintura, apresentadas no CCBB de Brasília, no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, no Museu de Arte Moderna de São Paulo e na Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre.

Serviço
Gonçalo Ivo: A Pele da Pintura
Abertura: 27 de outubro, 19h
Período expositivo: até 12 de março de 2017
Visitação: terça a domingo das 10h às 18h
Ingressos: R$ 12 e R$ 6 (meia-entrada)
Sala 4

Dias e horários especiais
Toda quarta gratuita com programação especial: 10h às 18h
Primeira quinta do mês: horário estendido até 20h, gratuito após as 18h.
Programação especial todos os domingos

Museu Oscar Niemeyer
Rua Marechal Hermes, 999
41 3350 4400
museuoscarniemeyer.org.br
Facebook e twitter: monmuseu
Instragram: museuoscarniemeyer

Gonçalo Ivo | Tissu Naga, 2009 | óleo sobre tela | 200 x 150 cm
Gonçalo Ivo | Tissu Naga, 2009 | óleo sobre tela | 200 x 150 cm
Gonçalo Ivo | Prédule, Fugue et Contrepoint, 2016 | óleo sobre tela| 150 x 300 cm
Gonçalo Ivo | Prédule, Fugue et Contrepoint, 2016 | óleo sobre tela| 150 x 300 cm
Gonçalo Ivo | Tissu d’Afrique, 2008 | óleo sobre tela, 2008 | 200 x 150 cm
Gonçalo Ivo | Tissu d’Afrique, 2008 | óleo sobre tela, 2008 | 200 x 150 cm