Obra

Na oração, que desaterra...a terra,

curador: Agnaldo Farias
nº de obras: 11
local: Sala 10

Museu Oscar Niemeyer inaugura mostra com obras ligadas ao sagrado

O Museu Oscar Niemeyer (MON) apresenta a exposição “Na oração, que desaterra... a terra, - Em honra ao sagrado”, com curadoria de Agnaldo Farias. O título foi inspirado no poema Mortal Loucura*, de Gregório de Matos (1636-1695). A mostra estará aberta a partir das 10 horas.

Para o secretário de Estado da Cultura, João Luiz Fiani, em primeiro lugar é preciso destacar o excelente trabalho do curador Agnaldo Farias, que veio integrar a equipe do Museu Oscar Niemeyer recentemente. “Com essa exposição ele mostra a que veio. A mostra foi inspirada no poema do Gregório de Matos, um dos maiores poetas da literatura brasileira. É uma exposição que vale a pena conferir e que estamos muito felizes de proporcionar ao público paranaense”.

São onze obras dos artistas: Arcângelo Ianelli, Daniel Senise, Domenico Serio Calabrone, Dudi Maia Rosa, Francisco Faria, Emanoel Araújo, Elizabeth Titton, Manoel Veiga, Masao Yamamoto, Tomie Ohtake e a tela “Nossa Senhora da Candelária”, final do século XVII – início do século XVIII, de autoria desconhecida, recém-doada por um patrono do Museu Oscar Niemeyer.

A diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika, afirma: “Esta mostra traz aos visitantes obras que formam uma narrativa consistente, que trata do respeito e adoração do sagrado, do impulso de produzir imagens, totens e arquiteturas. O Museu Oscar Niemeyer aprimora-se em seu calendário expositivo e estabelece um diálogo preciso com o público”.

A exposição trata do eterno confronto entre o homem, ser ínfimo e vertical, com a imensidão do universo. Aflição ancestral que ele desde sempre tenta amenizar construindo monumentos, louvando objetos, entoando mantras e orações em honra aos seus deuses, formas de ligar-se ou religar-se (daí a palavra religião) a eles.

O curador do Museu Oscar Niemeyer, Agnaldo Farias, que é também curador da mostra, analisa: “O peso das civilizações não eliminou o fascínio dos fenômenos elementares: as tempestades, o céu despedaçando-se em trovões e cordas d’água, o dia despedindo-se para a chegada da noite. E o leitor haverá de lembrar a primeira vez que viu o mar ou, antes disso, de suas infrutíferas tentativas de compreendê-lo”.  


“Na oração, que desaterra... a terra – Em honra ao sagrado” é uma mostra de longa duração. A visitação pode ser feita de terça a domingo, das 10h às 18h.


*Mortal Loucura
Gregório de Matos

Na oração, que desaterra… a terra,
Quer Deus que a quem está o cuidado… dado,
Pregue que a vida é emprestado… estado,
Mistérios mil que desenterra… enterra.

Quem não cuida de si, que é terra,… erra,
Que o alto Rei, por afamado… amado,
É quem lhe assiste ao desvelado… lado,
Da morte ao ar não desaferra,… aferra.

Quem do mundo a mortal loucura… cura,
A vontade de Deus sagrada… agrada,
Firmar-lhe a vida em atadura… dura.

Ó voz zelosa, que dobrada… brada,
Já sei que a flor da formosura,… usura,
Será no fim dessa jornada… nada.

Serviço
Exposição “Na oração, que desaterra... a terra, - Em honra ao sagrado”
Sala: 11
Longa duração
Horário: 10h às 18h

Museu Oscar Niemeyer
Rua Marechal Hermes, 999
R$ 16 e R$ 8 (meia-entrada)
Maiores de 60 e menores de 12 anos têm entrada gratuita
Venda de ingressos: até as 17h30
Permanência no museu: até as 18h

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Daniel Senise | Cheater (Trapaceiro), 20016 | Acrílica, tecido e colagem sobre chapa de madeira | Acervo MON
Daniel Senise | Cheater (Trapaceiro), 20016 | Acrílica, tecido e colagem sobre chapa de madeira | Acervo MON
Domenico Serio Calabrone | Figura masculina, sem data | Bronze | Acervo MON
Domenico Serio Calabrone | Figura masculina, sem data | Bronze | Acervo MON