Obra

Politopos Irregulares - Didonet Thomaz

artistas: Didonet Thomaz
curador: Raúl Niño Bernal
local: Sala 11

MON abre mostra da artista visual Didonet Thomaz

O Museu Oscar Niemeyer (MON) abre no dia 13 de dezembro a exposição “Politopos Irregulares”, da artista visual Didonet Thomaz, com  curadoria do professor Raúl Niño Bernal, do Departamento de Estética da Facultad de Arquitectura y Diseño, da Pontifícia Universidad Javeriana de Bogotá, Colômbia (2015-2018). Seus projetos de pesquisa e plano de trabalho foram mediados pelo artista visual e professor Hélio Fervenza, do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande Sul (2016-2018).

O diálogo entre o curador Raúl Nino Bernal e a artista Didonet Thomaz será apresentado em fragmentos de algumas mensagens de trabalho na linha do tempo, do estudo e da organização do seu “memorial de pesquisa: arquivo” e culminará com o texto curatorial (2015-2018), na antessala ou “sala da curadoria”, novidade em termos de exposição. Nela também estarão expostos raciocínios que focam a origem do projeto Politopos Irregulares, desde o interior para o exterior da Casa Estrela no jardim circundante, “lugar primordial”, originariamente construída na Rua Dr. Zamenhoff, 65 (no bairro Alto da Glória, em Curitiba), antes e depois de haver sido desmontada (1998-2018). Incluem-se fascículos, catálogos (da 10ª Bienal do Mercosul), livros de leituras significativas, publicações decorrentes de pesquisa comunitária em arte, especificamente na Casa Estrela, em desuso, pesquisa que avançou com o nome de Politopos Irregulares, ao se iniciarem análises de amostras de resinas liberadas no tronco da Araucaria Columnaris; é quando novas morfologias em imagens são descobertas com achados, por exemplo, de ácaro.

O curador comenta o trabalho: “A exposição de Politopos Irregulares, da artista Didonet Thomaz, apresenta uma poética sobre diversas relações espaciais, principalmente dos entornos biológicos e dos ecossistemas que nos rodeiam, em que é possível fazer conexões por meio de topologias ou redes com base nas imagens dos lugares, cuja memória é parte de um patrimônio, de uma lembrança ou de elementos que têm um horizonte na história. Os Politopos são bifurcações de trajetos ou desvios baseados na incerteza e no azar, que se reconstroem mentalmente e de maneira imaginária, com o exercício de traçar linhas de conexão sobre uma imagem. Ainda de acordo com a curadoria, nesta exposição é importante ressaltar o conceito de Politopos Irregulares, para aproximarmo-nos do indeterminado, do desconhecido. “O resultado desta exposição é também produto do conhecimento e de olhar o que se desconhece, para colocá-lo em evidência como mundo possível, produto da inovação em processos culturais e artísticos. Estes, por sua vez, são processos metodológicos de busca, de pesquisa do que está cotidianamente entre nós e guarda segredos. Com o acima exposto, convida-se a suspeitar do que vemos, a indagar-lhe as possibilidades. A vida dos materiais está em constante evolução; não haverá relações sobre a perfeição. Este é um caminho que convida à incerteza e aos mundos possíveis.”

DIAGRAMAS DE BIFURCAÇÕES

A exposição “Politopos Irregulares” apresenta busca de morfologias em imagens macro e micro ou nano, em quatro coleções adjacentes. Cada uma é identificada por um desenho-vetor (pirâmide, teorema, árvore, inseto social) relacionados por “diagramas de bifurcações”, com recurso a lupas de pedra e a lupas de régua. Com o título "diagramas de bifurcações” será desenvolvida a atividade educadora, por visitas mediadas na cartografia do espaço expositor. Num total de 64 (sessenta e quatro) obras, em ordem fotográfica, vídeográfica, objetual, escrita, as coleções são: 
1. Coleção Bifurcado: compõe-se de 12 (doze) fotografias coloridas e relato referente à “Experimentação material I – Adjacente I”, respectivos à busca de pontos de vista para fotografar em altura vertiginosa. O diagrama da coleção é uma pirâmide.

2. Coleção Silêncio Pitagórico: Ruínas, Teoremas, Terras: compõe-se de 3 (três) séries fotográficas coloridas, num total de 22 (vinte e duas): Ruínas (7 imagens), Teoremas (8 imagens), Terras (7 imagens), captadas em 2006 e 2007, com relatos do pensamento referentes às “Experimentação imaterial I” e “Experimentação imaterial II”. O diagrama da coleção é um teorema.

3. Coleção Silêncio Pitagórico: Ruínas, Teoremas, Terras: mostra enquadramentos de escavações em terreno ruinoso, definido em espaço de vida com significativa ausência de uso. Após o desmonte da Casa Estrela, nele foram deixadas colunas de sustentação arquitetônica feitas de partes de tijolos sobrepostos, na forma de teoremas de Pitágoras. Tais seres geométricos revelam resquícios de tinta vermelha nas suas superfícies, após haverem sofrido varreduras das terras com materiais heteróclitos, arrastados pelo vento em dias nublados, em horários diferentes. 

São duas as edições impressas da Coleção Silêncio Pitagórico: Ruínas, Teoremas, Terras:
A primeira (2006-2007) foi exibida como “cópia de trabalho”, num total de 22 (vinte e duas) fotografias impressas em pigmento mineral, em papel de algodão Canson Rag 310g: coloridas, 21cm x 29,7 cm., in A Jornada da Adversidade: Biografia da Vida Urbana – Mensagens de Uma Nova América, 10ª Bienal do Mercosul, Salas do Tesouro, Memorial do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, de 23 out. a 06 dez. 2015. O seu catálogo estará exposto em vitrine, na antessala ou “sala da curadoria”, da exposição Politopos Irregulares.

A segunda, em E. P. (Exibition Print), pertence ao acervo artístico do Museu Oscar Niemeyer (MON) desde 2017 e será exibida pela primeira vez; integrará o conjunto de 64 (sessenta e quatro) obras, na exposição Politopos Irregulares.

3. Coleção Araucaria Columnaris: compõe-se de 2 (duas) fotografias coloridas, de que uma será projetada em parede; de 1 (um) vídeo, com relato de “Experimentação material I – Adjacente I”, que remete à Coleção Resina.  O diagrama da coleção é uma árvore.

4. Coleção Resina: compõe-se de três séries: 10 (dez) eletromicrografias (microscópio eletrônico de varredura), 6 (seis) eletromicrografias (microscópio óptico e microscópio eletrônico de transmissão), 12 (doze) objetos compostos por vidraria de laboratório: cristalizadores e placas de Petri, que contêm amostras de resinas empoeiradas, liberadas (de 1998 a 2007) pelo tronco da Araucaria Columnaris plantada no jardim da Casa Estrela, antes e depois de esta haver sido desmontada.
A Coleção Resina apresenta os resultados de experimento com 3 (três) amostras de lixo de resinas, na busca e no encontro de morfologias em imagens macro e micro ou nano, o que inclui formas de vida em mundos possíveis. Por fim, há relato atinente à “Experimentação material I – Adjacente II”, que remete à Coleção Araucária Columnaris. O diagrama da coleção é um inseto social.

SERVIÇO

Exposição “Politopos Irregulares”, de Didonet Thomaz
Na hora a entrada é gratuita
Período expositivo: 14 de dezembro de 2018 até 18 de março de 2019.
Local: Sala 11

Museu Oscar Niemeyer MON.
Rua Marechal Hermes, 999  - Centro Cívico - Curitiba  - PR  - Brasil
www.museuoscarniemeyer.org.br
31 44504400

Didonet Thomaz Coleção Resina I, E.P., 2017 Eletromicrografia, impressão em pigmento mineral sobre papel canson rag 310g, PB. 43 X 43 cm
Didonet Thomaz Coleção Resina I, E.P., 2017 Eletromicrografia, impressão em pigmento mineral sobre papel canson rag 310g, PB. 43 X 43 cm
Didonet Thomaz Coleção Resina VI, E.P., 2017 Eletromicrografia, impressão em pigmento mineral sobre papel canson rag 310g, PB. 43 X 43 cm
Didonet Thomaz Coleção Resina VI, E.P., 2017 Eletromicrografia, impressão em pigmento mineral sobre papel canson rag 310g, PB. 43 X 43 cm
Didonet Thomaz Coleção Resina VII, E.P., 2017 Eletromicrografia, impressão em pigmento mineral sobre papel canson rag 310g, PB. 43 X 43 cm
Didonet Thomaz Coleção Resina VII, E.P., 2017 Eletromicrografia, impressão em pigmento mineral sobre papel canson rag 310g, PB. 43 X 43 cm