Obra

Magda Frank - Homenagem

artistas: Magda Frank
curador: Túlio Andreussi Guzman
nº de obras: 81
local: Sala 04

Minha casa e meu ateliê estão povoados de esculturas, são as companheiras de minha vida (1964).

A húngara Magda Frank (1914-2010) soma-se a escultores como Maillol, Bourdelle e Minne, que buscavam volumes e planos com superfícies simplificadas, destacando-se também as esculturas planas da artista. Até meados da década de 50, o uso da argila e a geometrização da figura humana marcavam a produção da escultora. A partir de 1957 deixou de trabalhar com a argila para esculpir a madeira, a pedra e o mármore. Enquanto a figura humana cedeu espaço para a construção de formas “em conexão com o vazio, tanto interno como externo, em suas interconexões e procedências (...)”, analisou Nelly Perazzo, no catálogo da mostra. São apenas duas reflexões construtivas que resultaram em uma obra na qual a artista alcançou a monumentalidade.

Com o patrocínio da Agência de Fomento, COPEL, COMPAGAS, SANEPAR, CAIXA e o apoio do Ministério da Cultura e do Governo do Paraná, esta mostra retrospectiva exibe ao público a importância e a grandeza de sentidos da produção de Magda Frank. Uma artista que imprimiu em suas esculturas um sentido de vida e de esperança.

Magda Frank dizia que cada obra levava sua vida, sua razão de ser e viver. Formada em Budapeste, os horrores da guerra a levaram para a França e a Argentina. Frente à crueldade e a morte, a escultura lhe sustentou em um mundo hostilizado pelo nazismo. “...quantas vezes rogava a morte para que me libertasse desta vida sem esperança. E depois querer viver. Eu desejo viver”, escreveu em março de 1959. Com a lembrança da morte dos pais em Auschwitz, a vida ficou impressa na obra e a obra na vida.