Obra

De Valentim a Valentim

artistas: Vários
curador: Emanoel Araujo e Mayra Laudanna
nº de obras: 285
local: Olho

A história da escultura no Brasil, do século 18 ao 20, pode ser conferida por meio da exposição “De Valentim a Valentim”, que será inaugurada dia 20 de setembro (terça-feira), às 19h, no Olho – o salão nobre do Museu Oscar Niemeyer (MON). A entrada é franca.

Da produção do mestre Valentim da Fonseca e Silva (1745-1813) às realizações de Rubem Valentim (1922-1991), os dois artistas que marcam o início e o final da exposição, há obras dos mais significativos escultores brasileiros, como Rodolfo Bernardelli (1852-1931) e Victor Brecheret (1894-1955).

A diretora do Museu Oscar Niemeyer, Estela Sandrini, afirma que o público terá a oportunidade de se sensibilizar e ao mesmo tempo aprender de que maneira os escultores brasileiros e os estrangeiros radicados no país se expressaram. “Se o escultor é aquele que desenha no espaço, o tridimensional, uma vez realizado, traz referências múltiplas, de espaço, de tempo, e é possível perceber e sentir a obra até mesmo de olhos fechados”, diz Estela, que ainda chama a atenção para o fato de dois artistas paranaenses, João Turin (1878-1949) e Zaco Paraná (1884-1961), estarem em meio ao que foi selecionado como o que há de mais expressivo na escultura brasileira.

Vasta pesquisa – “De Valentim a Valentim” é resultado de uma ampla pesquisa realizada há mais de uma década por Mayra Laudanna e Emanoel Araujo, os curadores da mostra. Em 2008, eles decidiram transformar a pesquisa em exposição, que já esteve por duas vezes em cartaz no Museu Afro Brasil, em São Paulo: uma em 2009, quando mais de 400 peças foram expostas e, em 2010, ocasião na qual o livro homônimo, com o conteúdo da pesquisa, inclusive as imagens, foi lançado em edição de luxo pela Imprensa Oficial de São Paulo.

 “‘De Valentim a Valentim’ mostra a história da escultura no Brasil e proporciona ao público a oportunidade de ver, de perto, obras que fazem parte de coleções particulares e também outros conteúdos raros, em bronze, mármore, pedra, madeira e terracota”, comenta Mayra.