Obra

A arquitetura de Lelé: fábrica e invenção

artistas: João Filgueiras Lima, Lelé
curador: Max Risselada e Gian Latorraca
local: Sala 4

A arquitetura de Lelé em exposição no MON


O percurso de um dos mais renomados arquitetos brasileiros, João Filgueiras Lima, o Lelé, é tema de uma exposição que será inaugurada nesta terça-feira, 17 de abril, no Museu Oscar Niemeyer. Às 19 horas, ele participa de um bate-papo com os arquitetos Haroldo Pinheiro e Sérgio Rodrigues, no auditório Poty Lazzarotto. Em seguida, acontece a abertura da mostra “A arquitetura de Lelé: fábrica e invenção”, que tem curadoria de Max Risselada e Giancarlo Latorraca, e museografia de Consuelo Cornelsen. A entrada é franca.

Carioca nascido em 1932, Lelé participou, quando tinha 25 anos, da equipe que construiu Brasília. Em 1967, um grave acidente automobilístico quase interrompeu a sua trajetória. Mas ele superou a adversidade e, a partir de então, repensou o fazer arquitetônico. Lelé passou a projetar hospitais, centros de reabilitações, além de outras edificações, sempre levando em consideração o bem-estar das pessoas.

Nesta exposição, realizada pelo MON em parceria com o Museu da Casa Brasileira, será possível conhecer, por meio de maquetes, plotagens e audiovisuais, parte da obra de Lelé, que está presente em várias cidades, como Fortaleza, Ribeirão Preto, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Em Salvador, entre as muitas intervenções do arquiteto, destacam-se as passarelas. “São edificações nas quais o belo dialoga com a funcionalidade que facilita o ir e vir dos seres urbanos. Humanista, ele pensou no próximo, e isso faz toda a diferença”, afirma a diretora do Museu Oscar Niemeyer, Estela Sandrini.

Lelé também é considerado o artista da transparência. “Afinal, ele soube valorizar a luminosidade dentro das construções, inclusive a partir do uso do vidro. Diante de uma obra de Lelé, também somos iluminados por tonalidades, nuances e ideias, e nos transformamos”, completa Estela.