Obra

“Violeta Franco: a -Garaginha- e a arte moderna no Paraná”,

artistas: Violeta Franco
curador: Fernando Bini
nº de obras: 109
local: Sala 3

O Museu Oscar Niemeyer (MON) abre no dia 6 de junho, na sala 3, a exposição  “Violeta Franco: a -Garaginha- e a arte moderna no Paraná”, com curadoria do crítico e historiador da arte Fernando Bini.  A “Garaginha” (1949 -1951) era um espaço onde os artistas se reuniam para discutir as novidades da arte, especialmente a arte moderna, a nova escola que se propagava na Europa e nos Estados Unidos. O local representa, portanto, a primeira agremiação de artistas, no Paraná, interessados em realizar uma arte menos acadêmica e mais moderna, desvencilhada.

A exposição mostra, em um primeiro momento, a produção dos artistas que frequentavam a Garaginha, em seguida apresenta um transcurso por toda trajetória artística de Violeta Franco. São cerca de 80 obras da artista, além de peças de Poty Lazzarotto, Nilo Previdi, Miguel Bakun, Paul Garfunkel, Fernando Velloso, Guido Viaro, Alcy Xavier, Domício Pedroso e  Emma Koch.


Violeta Franco

Violeta Franco (Curitiba, 1926-2006) foi pintora, gravadora e pesquisadora que permaneceu ativa até os seus últimos dias. Guido Viaro (1897–1971) e Poty Lazzarotto (1924 –1998) foram seus mestres. Com eles aprendeu pintura e gravura, na década de 1940. Nove anos depois, criou um ateliê na garagem da casa de seus avós, a Garaginha, como se tornou conhecido o lugar.
Fernando Velloso (1930), Paul Garfunkel (1900–1981), Alcy Xavier (1933), Loio Pérsio (1927–2004) e Nilo Previdi (1913–1982) eram artistas frequentes da Garaginha de Violeta Franco. Eram os mesmos artistas que, juntamente com outros nomes reconhecidos, realizaram em 1957 o “Salão dos Pré-julgados”, marco do Movimento Modernista no Paraná. Em 1953, a Garaginha deu lugar ao Clube de Gravura, dirigido por Violeta até 1956.

O curador Fernando Bini, conclui: “Como uma verdadeira artista, esteve sempre à procura de novos caminhos para atualizar seu trabalho. Ela nunca teve escrúpulo de mudar sua obra, nem de repintar suas telas quando estas não mais a satisfaziam”.


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