Obra

O Brasil de Marc Ferrez - Fotografias do acervo do Instituto Moreira Salles

artistas: Marc Ferrez
acervo:Instituto Moreira Salles
curador: Sergio Burgi
nº de obras: 75
local: Galeria Niemeyer

O Museu Oscar Niemeyer (MON) inaugura dia 4 de abril, quinta-feira, às 19 horas, a exposição “O Brasil de Marc Ferrez - fotografias do acervo do Instituto Moreira Salles”. O conjunto da obra de Marc Ferrez (1843-1923) - considerado o mais importante fotógrafo brasileiro do século 19 - está reunido no Instituto Moreira Salles e possui milhares de imagens distintas que percorrem todo o período de atividade do fotógrafo, incluindo originais de sua primeira fase de atuação, de 1867 a 1873. A entrada para a abertura da mostra é gratuita e terá visita guiada pelo curador Sergio Burgi. 


A mostra no MON resgata 75 destas fotografias realizadas por Ferrez entre 1860 e 1920. Dentre os diversos trabalhos para a documentação de ferrovias, destacam-se as da estrada de ferro Paranaguá-Curitiba, cuja construção teve início em maio de 1880, com a presença do imperador Dom Pedro II.


Cerca de metade da produção fotográfica de Ferrez foi realizada na cidade do Rio de Janeiro e no seu entorno, e a outra parte nas diversas regiões do Brasil, seja como fotógrafo da Comissão Geológica do Império em meados dos anos 1870 ou como principal fotógrafo das construções ferroviárias no Brasil, em especial nos anos de 1880 e 1890, configurando assim um grande panorama da paisagem brasileira do período.


O curador da exposição, Sergio Burgi, diz que Ferrez foi o “único no Brasil do século 19 a fazer de seu trabalho documental e de paisagem uma atividade exclusiva e rentável durante mais de 50 anos. As imagens de natureza de Ferrez, em conjunto, compõem um poderoso mosaico das riquezas e dos potenciais naturais do país, sejam as paisagens marinhas realizadas na Baía de Guanabara ou em outros locais da costa atlântica brasileira, como Imbituba em Santa Catarina, sejam as de serras, montanhas, matas e cachoeiras em torno da cidade do Rio de Janeiro ou no interior de Minas Gerais e em outras províncias”. A mostra fica em cartaz no MON até 7 de julho de 2013.