28.10.2019

MON oferece visita monitorada a representantes do Movimento Brasileiro de Mulheres Cegas

O Museu Oscar Niemeyer (MON) recebeu neste sábado (26/10) a visita de um grupo de 45 integrantes do Movimento Brasileiro de Mulheres Cegas e com Baixa Visão (MBMC), com representantes de vários Estados brasileiros.

Elas vieram conhecer o programa MON Para Todos, desenvolvido pelo Museu Oscar Niemeyer para ampliar o acesso das pessoas com deficiência ao acervo e às atividades oferecidas pela instituição. Para pessoas com cegueira ou baixa-visão, o programa conta com legendas em braile, maquete tátil, audioguia, esculturas originais e réplicas em miniatura.

O MON Para Todos oferece ainda atividades realizadas em Libras para pessoas com deficiência auditiva, e a partir do ano que vem irá realizar também atendimento específico para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

“O principal objetivo do Museu ao desenvolver ações como o programa MON Para Todos é aumentar a acessibilidade e aproximar a instituição dos mais variados públicos”, explica a diretora-presidente Juliana Vosnika. “Trabalhamos para ver a comunidade inserida no museu, participando cada vez mais de suas atividades e de seu cotidiano”.

Encontro nacional

O MBMC é um movimento social organizado, criado em 2015 com o objetivo de garantir a observância das especificidades da mulher cega ou com baixa visão nos espaços de discussão de políticas públicas e equidade de gênero. Os encontros são anuais, realizados em diferentes Estados e cidades.

A organizadora do V Encontro do MBMC, que aconteceu em Curitiba entre os dias 24 e 27 de outubro, Leila Lima, explicou que nos encontros de anos anteriores, o grupo se deparou com realidades nem sempre inclusivas. “Visitamos diversos locais sem a acessibilidade necessária, ao contrário do MON que permitiu uma inclusão verdadeira e de qualidade”, afirmou.

Ela destacou o bom preparo da equipe de mediadores e os detalhes do Programa MON Para Todos, que garantiram o sucesso da visita. “Tivemos no Museu momentos muito bem aproveitados e elogiados pelo grupo. Encontramos aqui exatamente o que o nosso movimento busca”, disse Leila.